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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ser feliz

Às vezes penso como é fácil ser feliz e eu ainda sou daquelas pessoas que chegam a chorar quando descobrem como são felizes. Veja, nem sei se tem gente assim, mas se isto é possível, eu sou assim. Chorei quando consegui organizar meus livros numa estante que toma toda a parede da sala do meu apartamento e já tem uns dias que ando feliz só porque estou lendo um livro e descobrindo umas pessoas e locais muito interessantes. Depois comento mais sobre isso. Hoje, a felicidade veio com o colega Luiz Horta que escreve sobre gastronomia, ainda mais que descobri no blog dele que ele mora com uma gata, a Frederica, e tem até foto dela lá, então logo pensei: vou poder colocar fotos dos meus gatos no meu? Mas isso é outra história. Sou feliz porque posso ler a coluna do Daniel Piza (domingo no Estado de São Paulo), a coluna do Marcelo Coelho (domingo na Folha de São Paulo), a coluna do grande Alberto Dines (sábado na Gazeta do Povo), as colunas diárias do Clóvis Rossi e da Eliane Cantanhêde (Folha de São Paulo), e ainda o Nelson Motta (sexta-feira na Folha de SP). Eles são brilhantes, fazem uma análise isenta sobre política, economia, cultura e tecnologia, entre outros assuntos e, muitas vezes falam o que eu gostaria de dizer. Descobri que também sou feliz porque não escrevo sobre política, por exemplo, não saberia como expressar tanta indignação e vergonha com o resultado da votação de ontem (12/9) que absolveu o presidente do Senado. Como lembrou o escritor e jornalista Carlos H. Cony na sua coluna na Folha de São Paulo de hoje: a truculência do partido do governo pode ser comparada com a força da ditadura militar, com a diferença de que os militares assumiam o “que” e o “como” faziam. Comecei feliz e acabo triste, vejo nossos maiores problemas: a distribuição de renda, educação e a impunidade sem solução. Não é aconselhável fechar um texto com um clichê, como disse Fernando Gabeira no mesmo jornal "...apenas são tempos duros, desses em que é preciso buscar uma força interna para sobreviver e avançar. A luta continua. Apenas precisamos rever seus métodos e premissas".

Um comentário:

jeanine disse...

Ju adorei teu blog...Parabéns!Gostei muito de tudo que vc escreveu, vc é o MÁXIMO mesmo...
Sou muito feliz em ter vc como amiga.
Bjs Jea